Eu queria escrever com o coração cheio de esperança na vida e no seu movimento incessante. Por que existem momentos em que conseguimos perceber e acreditar que tudo o que acontece tem uma razão.
Confio nos caminhos que se abrem ou se fecham. Confio no sentido maior que existe na vida e na chance que temos de aprender com tudo isso.
Tenho verdadeira fascinação em observar as pessoas e tentar entendê-las. Através delas aprendo mais sobre mim. E com isso perdi o medo.
Pois é, eu tinha medo de gente.
Era muito mais tímida, mais reservada, mais arredia. E hoje percebo que era medo de gente. Achava todos mais fascinantes, interessantes, inteligentes e eloqüentes do que eu. Admirava a veemência de algumas pessoas e ao mesmo tempo tinha medo porque não tinha consistência para argumentar com tudo isso.
Eu era verde.
O tempo foi passando e fui conseguindo juntar outras cores em mim. Fui encontrando amigos pelo caminho que tinham vontade de me ter por perto, me ajudar ou serem ajudados por mim.
Através das pessoas que passaram pela minha vida pude compreender que tudo o que lhe parece grande demais, em muitos casos é só uma questão de segurança ou falta dela.
Mas a vida, mesmo que pareça curta, nos permite conquistar isso e ir, ao longo dessa conquista árdua, comemorar cada superação.
Aí a vida fica mais interessante, mais emocionante, mais inesperada e mais fascinante.
A gente passa a ter coragem de andar de cabeça erguida, de olhar nos olhos, de ser contraditório, de beber um pouco a mais e falar besteira, de brincar correndo o risco de não acharem nenhuma graça, de viver.
Sentir-se gente comum, com todos os defeitos e encantos.
E se você se acha assim, tão loucamente intenso e complexo, compreende que os outros também o são e a superficialidade é uma verdadeira insanidade, um desperdício diante de tanta riqueza.
“Onde você vê um obstáculo,
Alguém vê o término da viagem
Confio nos caminhos que se abrem ou se fecham. Confio no sentido maior que existe na vida e na chance que temos de aprender com tudo isso.
Tenho verdadeira fascinação em observar as pessoas e tentar entendê-las. Através delas aprendo mais sobre mim. E com isso perdi o medo.
Pois é, eu tinha medo de gente.
Era muito mais tímida, mais reservada, mais arredia. E hoje percebo que era medo de gente. Achava todos mais fascinantes, interessantes, inteligentes e eloqüentes do que eu. Admirava a veemência de algumas pessoas e ao mesmo tempo tinha medo porque não tinha consistência para argumentar com tudo isso.
Eu era verde.
O tempo foi passando e fui conseguindo juntar outras cores em mim. Fui encontrando amigos pelo caminho que tinham vontade de me ter por perto, me ajudar ou serem ajudados por mim.
Através das pessoas que passaram pela minha vida pude compreender que tudo o que lhe parece grande demais, em muitos casos é só uma questão de segurança ou falta dela.
Mas a vida, mesmo que pareça curta, nos permite conquistar isso e ir, ao longo dessa conquista árdua, comemorar cada superação.
Aí a vida fica mais interessante, mais emocionante, mais inesperada e mais fascinante.
A gente passa a ter coragem de andar de cabeça erguida, de olhar nos olhos, de ser contraditório, de beber um pouco a mais e falar besteira, de brincar correndo o risco de não acharem nenhuma graça, de viver.
Sentir-se gente comum, com todos os defeitos e encantos.
E se você se acha assim, tão loucamente intenso e complexo, compreende que os outros também o são e a superficialidade é uma verdadeira insanidade, um desperdício diante de tanta riqueza.
“Onde você vê um obstáculo,
Alguém vê o término da viagem
E o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
Percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
A não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer,
pode ou consegue enxergar.
Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura." (Fernando Pessoa)
1 comentários:
Lindooooo! E, pra fechar, ainda esse tal de Pessoa :)
Olha, confesso que achei que vc fosse escrever sobre a natureza... rs, santa ignorância Batman. Preciso mesmo desrotular meus olhos...
Beijos
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